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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é considerada a maior prova do país. Foi criado em 1998, como forma de avaliação do desempenho de estudantes que estejam concluindo ou já concluíram o Ensino Médio e, desde então, vem passando por adaptações e reformulações para melhor atender aos que o utilizam para o ingresso no Ensino Superior.

As provas do Enem acontecem uma vez ao ano, durante dois dias. Elas são constituídas por redação e 180 questões divididas entre quatro áreas do conhecimento, sendo elas: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. 

Vestibular

Grande parte das instituições de ensino superior utilizam o desempenho do Exame como forma de ingresso integral ou parcial em seus vestibulares. Dessa forma, há vestibulares que aproveitam a nota do Enem integralmente, outros somente na primeira fase ou como parte da nota, ou ainda para o preenchimento de vagas remanescentes.
Ao ser divulgado o resultado do Enem pelo Ministério da Educação (MEC), as instituições credenciadas recebem do órgão o boletim de desempenho, por meio de um sistema on-line, baseado no número de inscrição que o candidato informa na Universidade. Contudo, é necessário que o vestibulando sinalize no ato da inscrição do vestibular que deseja utilizar as notas no Processo Seletivo.

 

SiSU - Sistema de Seleção Unificada

O Sistema de Seleção Unificado (SiSU) é outra forma de ingresso para instituições de ensino superior que utiliza o Enem como avaliação de desempenho. O programa possui um sistema de reserva de vagas, organizado pelo MEC, no qual instituições públicas oferecem vagas, semestralmente, para candidatos participantes do Enem. 

Os inscritos com melhor classificação são selecionados, de acordo com suas notas no Exame. Geralmente, as inscrições do SiSU são iniciadas em janeiro, logo depois da divulgação do resultado do Enem, e em junho. É obrigatório não ter zerado a redação do Enem para poder participar. 

 

ProUni

Também é possível que o estudante contemple uma vaga em instituições de ensino particulares via desempenho do Enem. Para isso, ele poderá concorrer a bolsas de estudos integrais ou parciais disponibilizadas via Programa Universidade para Todos (ProUni). Para participar do programa é preciso ter média de 450 pontos no último Enem.

Podem se inscrever no ProUni os candidatos que não possuam diploma de nível superior e tenham realizado as provas do Enem, sem ter zerado a redação. Além disso, é preciso comprovar pelo menos uma das seguintes condições:

- Ter estudado o ensino médio completo em instituições da rede pública de ensino;
- Ter estudado o ensino médio completo em instituições da rede privada de ensino como bolsista integral da própria escola;
- Ter estudado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em escola da rede privada, na condição de bolsista integral da própria escola privada;
- Ser pessoa com deficiência;
- Ser professor da rede pública de ensino, no exercício da docência na educação básica e constituindo o quadro de pessoal definitivo da instituição pública e concorrer a bolsas exclusivamente nos cursos de licenciatura.
 Para candidatos com renda familiar mensal de até 1,5 salário-mínimo a inscrição pode ser feita para bolsas integrais. Já as bolsas parciais podem ser solicitadas por aqueles cuja renda familiar não exceda 3 salários-mínimos.

FIES - Financiamento Estudantil

Ainda para aqueles que desejam ingressar ou já ingressaram em uma instituição de ensino superior privada, há a opção do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), que financia as mensalidades com taxas de juros abaixo da praticada no mercado. Para solicitar o financiamento é preciso ter alcançado média mínima de 450 pontos na prova do Enem, sem ter zerado a redação.

Também é necessário que curso desejado seja autorizado pelo MEC e a comprovação do estudante de possuir renda familiar mensal de até três salários-mínimos por pessoa. 

 

Com o objetivo de auxiliar estudantes de baixa renda a custear uma graduação no Ensino Superior, o Ministério da Educação (MEC) criou, em 1999, o Fundo de Financiamento Estudantil do Ensino Superior (Fies). Voltado para alunos matriculados em instituições não gratuitas, cadastradas no Programa e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC, o FIES, inicialmente, utilizou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como exigência para obtenção do financiamento.

Hoje, apenas estudantes que concluíram o ensino médio a partir de 2010 precisam, obrigatoriamente, apresentar o desempenho no Exame. Desde 29 de dezembro de 2014, data em que foi publicada a Portaria Normativa nº 21, eles também deverão comprovar média aritmética das notas obtidas nas provas do Enem igual ou superior a 450 pontos  e nota diferente de zero na redação para fins de solicitação de financiamento. O documento também disciplinou o benefício simultâneo do Fies e da bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni).

A utilização simultânea é vetada quando houver ocupação de bolsa integral do ProUni e de utilização do Fies; ocupação de bolsa parcial e utilização de financiamento para cursos ou instituições de ensino superior distintos; ou para o mesmo curso e mesma instituição, se a soma do percentual da bolsa e do financiamento resultar em valor superior ao encargo educacional com desconto.

A exceção é para os estudantes que tiverem bolsa parcial e complemento do financiamento no mesmo curso e na mesma instituição. Nos casos em que forem constatadas irregularidades, eles deverão optar por um dos programas e encerrar o outro. Também é possível transferir o contrato de financiamento ou a bolsa de estudos para o mesmo curso e instituição antes do término do prazo de aditamento de renovação. 

 

Como funciona

Com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) como Agente Operador do Programa, os juros já estiveram fixados em 3,4% ao ano e hoje custam 6,5%. Nesse sentido, a cada três meses, o beneficiado paga uma parcela máxima de R$ 50 referente ao pagamento de juros. Após a conclusão do curso, a carência é de 18 meses para o início da amortização. O saldo devedor do estudante poderá ser parcelado em até três vezes o período financiado do curso, acrescido de 12 meses. Desde 2010, o estudante pode solicitar o financiamento em qualquer período do ano.  

Para se inscrever, o estudante deve acessar o Sistema Informatizado do FIES(SisFIES), informar dados pessoais, do curso e instituição, bem como informações sobre o financiamento solicitado. Em seguida, o candidato tem 10 dias para validar as informações, fornecidas no ato da inscrição, na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) em sua instituição de ensino. Após a validação, o estudante tem mais 10 dias para comparecer a uma agência do Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal para formalizar a contratação do financiamento.
 

Gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) é uma plataforma eletrônica que disponibiliza vagas em universidades públicas para estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ao todo, mais de 200 mil vagas são oferecidas, semestralmente, por instituições públicas de ensino superior de todo o país. Os candidatos mais bem classificados em cada curso são selecionados conforme suas notas no Enem e/ou pesos atribuídos ao desempenho em cada disciplina no exame. 

Saiba como fazer a inscrição no SiSU

Para se inscrever, o estudante precisa ter participado da última edição do Enem, com nota maior do que zero na redação. Em alguns cursos, o candidato deve cumprir, ainda, a exigência de nota mínima informada no ato da inscrição. Além disso, algumas instituições adotam pesos diferenciados por prova, conforme área de conhecimento do curso. Nesse caso, o SiSU faz o cálculo da nova nota automaticamente, de acordo com as especificações de cada universidade. 
                                                                                                         
Como calcular a nota do ENEM