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                                                   LYGIA FAGUNDES TELES (1923)
 

Seguidora da linha intimista, num estilo, porém, menos metafórico e uma linguagem mais acessível que Clarice,
Lygia retrata principalmente a gradual desagregação do mundo burguês em suas obras, mundo observado sob o
prisma de personagens femininas, quase sempre. Busca fixar — e o faz bem — o clima saturado de certas famílias
paulistanas, cujos filhos já não têm ideias nem orientação.

Predominam em suas obras os contos, dos quais é exímia artífice, sendo também reconhecido seu talento de romancista.

Obras

Romances

Ciranda de Pedra, 1954
Verão no Aquário, 1964
As Meninas, 1973 (Prêmio Jabuti)
As Horas Nuas, 1989

Livros de Contos

Porão e sobrado, 1938
Praia viva, 1944
O cacto vermelho, 1949
Histórias do desencontro, 1958
Histórias escolhidas, 1964
O Jardim Selvagem, 1965
Antes do Baile Verde, 1970
Seminário dos Ratos, 1977
Filhos pródigos, 1978 (reeditado como A Estrutura da Bolha de Sabão, 1991)
A Disciplina do Amor, 1980
Mistérios, 1981
Venha ver o pôr-do-sol e outros contos, 1987
A noite escura e mais eu, 1995
Oito contos de amor, 1996
Invenção e Memória, 2000 (Prêmio Jabuti)
Durante aquele estranho chá: perdidos e achados, 2002
Biruta, 2004
Conspiração de nuvens, 2007
Passaporte para a China, 2011
O segredo e outras histórias de descoberta, 2012

Antologias

Seleta, 1971 (organização, estudos e notas de Nelly Novaes Coelho)
Lygia Fagundes Telles, 1980 (organização de Leonardo Monteiro)
Os melhores contos de Lygia F. Telles, 1984 (seleção de Eduardo Portella)
Venha ver o pôr-do-sol, 1988 (seleção dos editores - Ática)
A confissão de Leontina e fragmentos, 1996 (seleção de Maura Sardinha)
Oito contos de amor, 1997 (seleção de Pedro Paulo de Sena Madureira)
Pomba enamorada, 1999 (seleção de Léa Masima).

Participações em coletâneas

Gaby, 1964 (novela - in Os sete pecados capitais - Civilização Brasileira)
Trilogia da confissão, 1968 (Verde lagarto amarelo, Apenas um saxofone e Helga - in Os 18 melhores contos do Brasil - Bloch Editores)
Missa do galo, 1977 (in Missa do galo: variações sobre o mesmo tema - Summus)
O muro, 1978 (in Lições de casa - exercícios de imaginação - Cultura)
As formigas, 1978 (in O conto da mulher brasileira - Vertente)
Pomba enamorada, 1979 (in O papel do amor - Cultura)
Negra jogada amarela, 1979 (conto infanto-juvenil - in Criança brinca, não brinca? -Cultura)
As cerejas, 1993 (in As cerejas - Atual)
A caçada, 1994 (in Contos brasileiros contemporâneos - Moderna)
A estrutura da bolha de sabão e As cerejas, s.d. (in O conto brasileiro contemporâneo - Cultrix)

Crônicas publicadas na imprensa

Não vou ceder. Até quando?. O Estado de S. Paulo - 6 de janeiro de 1992
Pindura com um anjo. Jornal da Tarde - 11 de agosto de 1996

 

 

 

                                                    JOSÉ J. VEIGA (GO, 1915 - 1999)

Praticamente criador, entre nós, do que se convencionou chamar de realismo fantástico; segundo ele mesmo: uma maneira
de ver a realidade mais a fundo. Predomina em suas obras o clima de opressão física ou moral dominando o ser humano. Há
ecos da infância, do interior, mas tudo transportado para uma supra-realidade. A linguagem é simples e despojada dos
aparatos lingüísticos cobrados à época.


Obras

Os Cavalinhos de Platiplanto (1959);
A Hora dos Ruminantes (1966);
A Máquina Extraviada (1967);
Sombras de Reis Barbudos (1972);
Os Pecados da Tribo (1976);
O Professor Burim e as Quatro Calamidades (1978);
De Jogos e Festas (1980);
Aquele Mundo de Vasabarros (1982);
 

Torvelinho Dia e Noite (1985);
A Casca da Serpente (1989);
Os melhores contos de J. J. Veiga (1989);
O Almanach de Piumhy - Restaurado por José J. Veiga (1989);
O Risonho Cavalo do Príncipe (1993);
O Relógio Belizário (1995);
Tajá e Sua Gente (1997);
Objetos Turbulentos (1997);.

                                                              DALTON TREVISAN (PR 1925)

Tendo iniciado a carreira na década de 50, seu reconhecimento não foi imediato. Publicou seus contos em papel jornal, à maneira
de cordel. Só no início da década de 60 o escritor curitibano despertaria o interesse da crítica, ferindo-a pelo “comum” de sua obra
e o grande número de leitores.

Acostumada ao estilo altissonante de um Guimarães Rosa ou de Clarice Lispector, custava-lhe aceitar o estilo “miniloqüente” do
autor. Vai firmando-se, porém, pouco a pouco, como um dos maiores contistas nacionais, granjeando, inclusive, notoriedade
internacional.


Características

— desmistificação da linguagem: busca desnudá-la, reduzindo-a ao essencial;
— traços neo-realistas e neonaturalistas na linguagem e nos princípios de análise social;
— visão irônica, pessimista e desmistificadora do mundo;
— predomínio da narrativa curta de tom irônico, o “chiste”;
— adequação linguagem-conteúdo: classe média-baixa e seu lixo cultural e existencial; para tanto, linguagem

incisiva
e concisa;
— incorporação de técnicas narrativas modernas (fluxo da consciência, paródia, paráfrase etc. É um escritor prolífico.


Obras

Novelas nada Exemplares (1959)
Cemitério de Elefantes (1964)
Morte na Praça (1964)
O Vampiro de Curitiba (1965)
Desastres do Amor (1968)
Mistérios de Curitiba (1968)
A Guerra Conjugal (1969)
O Rei da Terra (1972)
O Pássaro de Cinco Asas (1974)
A Faca No Coração (1975)
Abismo de Rosas (1976)
A Trombeta do Anjo Vingador (1977)
Crimes de Paixão (1978)
Primeiro Livro de Contos (1979)
Vinte Contos Menores (1979)

 

 

Virgem Louca, Loucos Beijos (1979)
Lincha Tarado (1980)
Chorinho Brejeiro (1981)
Essas Malditas Mulheres (1982)
Meu Querido Assassino (1983)
Contos Eróticos (livro) (1984)
A Polaquinha (1985)
Noites de Amor em Granada
Pão e Sangue (1988)
Em Busca de Curitiba Perdida (1992)
Dinorá - Novos Mistérios (1994)
Ah, É? (1994)
234 (1997)
Vozes do Retrato - (Quinze Histórias de
Mentiras e Verdades
 (1998)

Quem tem medo de vampiro?
 (1998)

111 Ais (2000)
Pico na veia (2002)
99 Corruíras Nanicas (2002)
O Grande Deflorador (2002)
Capitu Sou Eu (2003)
Arara Bêbada (2004)
Gente Em Conflito 
(com Antônio de
Alcântara Machado) (2004)


Macho não ganha flor
 (2006)
O Maníaco do Olho Verde (2008)
Uma Vela Para Dario (talvez 2008)
Violetas e Pavões (2009)
Desgracida (2010)
O Anão e a Ninfeta (2011)
O beijo na nuca (2014)


                                                      ANTÔNIO CALLADO
(RJ, 1917—1997)

Nascido em Niterói, foi jornalista, romancista e dramaturgo. Estreou na literatura em 1951, mas a produção de romances
toma impulso nas décadas de 1960 e 1970, período em que surgem seu trabalhos mais importantes.

Sua obra contém sempre a mesma preocupação de revelar elementos importantes da cultura brasileira, da sociedade e da política.
Em seus dois primeiros romances, Assunção de Salviano e A Madona de Cedro, predominam o misticismo, as crendices e as
superstições religiosas regionais. Nas obras seguintes, preponderariam aspectos da situação política brasileira, como em Quarup,
sua obra-prima, e Bar Don Juan. A linguagem do autor aproxima-se da linguagem jornalística, acessível e despretensiosa, se
comparada com a dos “experimentalistas”.


Obras

O fígado de Prometeu, teatro (1951)
Esqueleto na Lagoa Verde, reportagem (1953)
A assunção de Salviano, romance (1954)
A cidade assassinada, teatro (1954)
Frankel, teatro (1955)
A Madona de Cedro, romance (1957)
Retrato de Portinari, biografia (1957)
Pedro Mico, teatro (1957)
Colar de coral, teatro (1957)
Os industriais da seca, reportagem (1960)
O tesouro de Chica da Silva, teatro (1962)
Forró no Engenho Cananeia, teatro (1964)
Tempo de Arraes, reportagem (1965)

 

Quarup, romance (1967)
Vietnã do Norte, reportagem (1969)
Bar Don Juan, romance (1971)
Reflexos do baile, romance (1976)
Sempreviva, romance (1981)
A expedição Montaigne, romance (1982)
A revolta da cachaça, teatro, coletânea de 4 peças (1983)
Entre o deus e a vasilha, reportagem (1985)
Concerto carioca, romance (1985)
"Memórias de Aldenham House", romance (1989)
O homem cordial e outras histórias, contos (1993)
Antonio Callado, repórter, reportagem (2005).

 

 

OUTROS AUTORES